Os treinadores mais bem pagos no futebol brasileiro em 2026

Os salários dos treinadores no futebol brasileiro passaram por uma transformação significativa nos últimos anos, acompanhando a profissionalização da gestão, o aumento das receitas de mídia e a maior influência de métricas de desempenho no mercado.
Com isso, o cargo acompanhou a valorização do mercado e passou a concentrar remunerações mais competitivas, frequentemente estruturadas em pacotes com bônus e metas, a ponto de, em alguns casos, o treinador receber mais do que as principais estrelas do elenco.
Ranking 2026 no futebol brasileiro
Os salários dos comandantes são frequentemente discutidos pelo Correio Braziliense ao analisar os rumos do futebol nacional, e um dos fatores da valorização é o patrocínio de casas de apostas. Pratique o jogo seguro.
Nesse contexto, surgem os técnicos mais bem pagos do Brasil em 2026, confira o ranking com valores mensais estimados:
- Abel Ferreira (Palmeiras): R$ 3M
- Tite (Cruzeiro): R$ 2,5M
- Filipe Luís (Flamengo): R$ 2,1M
- Dorival Jr. (Corinthians): R$ 2M
- Jorge Sampaoli (Atlético/MG): R$ 1,6M
- Vojvoda (Santos): R$ 1,4M
- Luis Zubeldía (Fluminense): R$ 1,2M
- Crespo (São Paulo): R$ 1,2M
- Rogério Ceni (Bahia): R$ 1,2M
- Fernando Diniz (Vasco): R$ 1,1M
Por que eles ganham isso? Resultados, estabilidade e metas
Os salários mais elevados refletem a combinação de três fatores que os clubes estão dispostos a pagar simultaneamente: resultado comprovado, estabilidade e metas bem definidas.
Técnicos que acumulam títulos e mantêm desempenho recorrente reduzem a margem de erro e justificam investimentos mais altos. Além disso, a continuidade no comando técnico diminui custos indiretos com rupturas, reformulações de elenco e riscos esportivos, tornando o salário elevado parte de uma estratégia de economia no médio prazo.
Por fim, contratos cada vez mais sofisticados incluem metas e gatilhos de desempenho, como conquistas, classificações e campanhas longas, que podem alterar significativamente o valor final recebido ao longo da temporada.
Abel, Tite e Filipe Luís: os fatores por trás do topo
Existe um ponto curioso no Top 3 de treinadores mais bem pagos no futebol brasileiro: cada comandante tem uma história diferente que resulta na valorização atual.
No caso do português Abel Ferreira, líder do ranking, a renovação assinada até o fim de 2027 reforça o peso da continuidade no Palmeiras. No comando do clube desde 2021, ele empilhou conquistas e protagonismo em praticamente todas as competições que disputou, consolidando-se como um dos treinadores mais vitoriosos da história do Verdão.
Esse histórico, somado à capacidade de manter o time competitivo ano após ano, ajuda a explicar por que o clube sustenta um patamar salarial tão alto.
Já Tite, recém-chegado ao Cruzeiro, tem o salário puxado para cima pelo peso do currículo. Com passagem por clubes de ponta no país e conquistas expressivas no cenário nacional e continental, ele ainda carrega o bônus de ter comandado a Seleção Brasileira por um longo ciclo, incluindo duas Copas do Mundo.
Por fim, o caso de Filipe Luís chama atenção pela rapidez com que a carreira de treinador ganhou tração. Após se aposentar como jogador do Flamengo, ele assumiu o time na primeira oportunidade na nova função e, logo na temporada de estreia, acumulou quatro títulos.
Dessa forma, temos um exemplo de longevidade e títulos dentro do próprio clube; um comandante que justifica os valores pelo currículo geral; e uma revelação que já mostrou o seu potencial.
O que ainda pode mudar ao longo de 2026
Ao longo de 2026, os valores pagos aos treinadores ainda podem sofrer variações relevantes a partir de alguns gatilhos bem conhecidos do mercado. Renovações de contrato costumam vir acompanhadas de reajustes, luvas e novas premiações, embora, em casos de alinhamento total de projeto, também seja possível manter os valores sem aumento, como já ocorreu em situações recentes.
Além disso, cláusulas e bônus por desempenho têm peso significativo. É possível aumentar os valores com títulos, classificação à Libertadores, campanhas longas em mata-matas e metas internas, fatores que podem elevar de forma considerável o custo “real” mensal, mesmo quando o salário fixo aparenta estabilidade.
Por fim, a própria performance esportiva e a pressão de curto prazo seguem como fatores decisivos, já que eliminações precoces, trocas de comando e rescisões contratuais podem redesenhar o ranking de salários em questão de semanas.
